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III Congreso Internacional Comunicación y Redes Sociales de la Sociedad de la Información | Organización (upsa.es)

Podem enviar resumos até ao dia 10 de novembro para participar no III Congreso Internacional de Comunicación y Redes Sociales (COMRED), a realizar-se nos dias 3 e 4 de março de 2022, na Universidade de Salamanca.
Há publicação de artigos em livro.

mestrado em Estudos em Jornalismo e Media

A Universidade Lusófona vai abrir no próximo ano letivo (2021/22) um mestrado em Estudos em Jornalismo e Media. Alcançamos assim um patamar em que poderemos desenvolver investigação de qualidade nestas duas áreas do saber fundamentais e de grande pertinência social. Asseguramos, também, uma nova via de articulação entre as licenciaturas do nosso Departamento e o seu doutoramento em Ciências da Comunicação.

As primeiras informações, que incluem o Plano de Estudos, encontram-se disponíveis aqui:

https://www.ulusofona.pt/mestrados/estudos-em-jornalismo-e-media

Contamos com todos os contributos que nos quiserem fazer chegar, enviados para a Patrícia (patricia.franco@ulusofona.pt), que irá assegurar a coordenação pedagógica deste novo Ciclo de Estudos.

E, claro, agradecemos a divulgação desta nova aposta nas vossas redes de contactos!

 

Comunicação & Disrupção: desafios culturais, societais e tecnológicos

Numa era de fragmentação da esfera pública, transformada por fluxos de informação contínuos e fomentados pelos media sociais e digitais, importa repensar a complexidade do fenómeno comunicacional de modo multidimensional e interdisciplinar. No seu emblemático livro Media Life (2012), Mark Deuze chamava a atenção para a ubiquidade dos media na vida quotidiana – já não vivemos apenas com os media, mas sobretudo nos media. Na apreciação das atuais relações entre media e sociedade, vários autores (Couldry e Hepp, 2017; Hepp e Hasebrink, 2018) destacam que a contemporaneidade experimenta uma mediatização profunda, uma remediação digital que marca todos os processos de comunicação.


De que forma os processos comunicacionais disruptivos estão a afetar a validade de conceitos, teorias e enquadramentos tradicionais? Como podemos analisar e re-contextualizar desafios com que se confrontam as ciências da comunicação? Se o digital tornou possível a “apoteose do sonho da diversidade” (Curran, 2008), trouxe também tensões complexas entre ciência social e ética, por um lado, e as possibilidades imensas da robótica e da inteligência artificial, por outro.

Estas e outras questões serão o fio condutor de congresso que aposta na ligação, convergência e diálogo entre áreas. Neste sentido, convidamos cada participante a elaborar a sua proposta de comunicação a um dos 20 Grupos de Trabalho (GT) da Sopcom e a escolher, simultaneamente, uma a duas das seguintes perspetivas de disrupção, com o objetivo de fomentar o intercâmbio de ideias e aumentar a visibilidade das sessões paralelas.

Esperam-se, assim, contributos de estudos empíricos ou propostas de reflexão que contribuam para uma visão disruptiva sobre os seguintes eixos temáticos.

1. Disrupção criativa

Alguns exemplos de abordagens: inovação nos media, hibridismo, criatividade para explorar fenómenos contemporâneos da comunicação, dos media e de outras indústrias criativas; novas abordagens de teorias e práticas; alterações em formatos e discursos provocados pela pandemia; estratégias de cocriação.

2. Disrupção cultural

Alguns exemplos de abordagens: fenómenos disruptivos nas várias dimensões da cultura e das linguagens, quer no plano da produção (artística, das indústrias culturais) quer no plano dos valores (de uma comunidade, organização ou empresa); reconfiguração e transgressão de códigos semióticos em vários domínios.

3. Disrupção e mercado

Alguns exemplos de abordagens: mercados de bens culturais e sua regulação; processos, modelos e desafios da comunicação organizacional e institucional; modelos de negócio, tendências e mercados emergentes; media especializados; responsabilidade social corporativa; marketing social; estruturas de poder em contexto organizacional.

4. Disrupção informacional

Alguns exemplos de abordagens: relações tensionais e complementares entre informação e comunicação; desinformação e fake news; mecanismos e dinâmicas de disseminação da informação no contexto digital, processos de astroturfing; viralidade da informação; bolhas ideológicas e câmaras de eco; distanciamento e proximidade; ética da informação.

5. Disrupção política

Alguns exemplos de abordagens: polarização e radicalização da esfera pública; media, política e populismos; políticas de desinformação e de pós-verdade; política pandémica; riscos e ameaças para a democracia; política e redes sociais; discursos e representações políticas – hegemónicas, alternativas e de resistência nos media.

6. Disrupção e sociedade

Alguns exemplos de abordagens: a mediação dos domínios sociais; disputa de sentidos em torno de representações mediáticas de identidades de classe, género, sexualidades, raça, etnia,  deficiência, idade e gerações, entre outras. Silêncios e Ruídos na agenda de pesquisa; cidadania e educação; literacias mediáticas.

7. Disrupção tecnológica

Alguns exemplos de abordagens: formatos digitais emergentes e seus impactos na comunicação, media e cultura; sociedade da informação e capitalismo de vigilância; algoritmos e processos de dataficação; impactos das tecnologias nas práticas organizacionais (eg. teletrabalho); reconfigurações do espaço/tempo; cibercultura.

8. Participação disruptiva

Alguns exemplos de abordagens: práticas hegemónicas, alternativas e de resistência  das audiências no consumo da informação e dos media; Ttendências emergentes como news avoidance; práticas disruptivas na curadoria da informação; ativismos políticos digitais; novos mecanismos de  configuração de públicos votantes.


Orientações para a elaboração das propostas de comunicação

O resumo deverá ter 350-500 palavras e incluir:

  • Título (e subtítulo, se aplicável)
  • Palavras-chave (3 a 5)
  • Objetivos do estudo
  • Métodos de pesquisa/metodologia (se aplicável)
  • Resultados (se aplicável)
  • Conclusões

Avaliação

As propostas de resumo serão avaliadas em modo cego pelos coordenadores dos Grupos de Trabalho da Sopcom.


Prazo para submissão dos resumos

A submissão dos resumos é feita online através deste formulário, até ao dia 30 de junho de 2021.