Existe uma estética duchampiana?

Conferência com José Brangança de Miranda

Quarta-feira, 28 de fevereiro às 17h
Auditório do Museu Colecção Berardo – Entrada Livre

Abstract

O Urinol de Marcel Duchamp perfez 100 anos, tendo atravessado um século conturbado para a arte. Com o ready-made anuncia-se uma forma de arte liberta do juízo e das categorias estéticas, que se dissemina imparavelmente, através de uma pluralidade de experimentações e de estratégias.

Afirmando uma anestética, paradoxalmente Duchamp é o herdeiro mais radical da estética Ocidental que se desenvolve entre Platão e Hegel. Ele é o ultimo grande pensador metafísico sobre a arte.

Do lado de cá deste arco de tempo, repensar o gesto duchampiano implica uma reavaliação sintética das artes contemporâneas, todas elas de algum modo pós-duchampianas, necessariamente.

Conferencista

José A. Bragança de Miranda é doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (1990), com agregação em «Teoria da Cultura» (2000) na mesma Universidade.

Actualmente é Professor Associado do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, colaborando desde 1992 como Professor Catedrático convidado na Universidade Lusófona.

Tem leccionado nas áreas da Teoria da Cultura e das Artes Contemporâneas, da Teoria dos Media e da Cibercultura. É investigador do «Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens» (CECL).

Arte, participação, ação – Conferência por José Gomes Pinto

Quarta-feira, 31 de janeiro| 18h00 | Auditório Museu Coleção Berardo
Entrada gratuita

Abstract: A época histórica presente está determinada por fenómenos sistemáticos de mediação e pela mediatização dos processos e dos objetos. A arte vive aí encostada a fenómenos que não lhe eram historicamente adscritos. A partir da noção de participação e ação, procuraremos determinar as relações que se traçam hoje entre os objetos artísticos, a sua posição no movimento das mediações, as novas categorias que surgem para pensar as novas relações entre a arte e os outros campos de atividade humana.

Short Bio: José Gomes Pinto é Professor de Teoria dos Media e de Filosofia da Comunicação na Escola de Comunicação da Universidade Lusófona. Doutorado em Filosofia, é Agregado em Ciências da Comunicação. As suas áreas de interesse situam-se na intersecção entre a Arte, a Técnica e o Pensamento. Tem diversos artigos publicados, nacional e internacionalmente, nesta área.

Prémios Lusófonos da Criatividade

No próximo dia 19 de Dezembro, pelas 18h00, decorrerá no HOOD (em Lisboa) a Cerimónia de Entrega dos Prémios Lusófonos da Criatividade, os mais antigos prémios de publicidade em Portugal destinado aos países de Língua Oficial Portuguesa.

Como já é costume, a entrada será gratuita e aberta a todos os que queiram participar.

A anteceder a entrega de prémios, temos o prazer de anunciar que existirá uma conferência subordinada ao tema “A transformação digital das marcas e a transformação nas agências”.

A moderação estará a cargo do publicitário João Gomes de Almeida, CCO da 004 e Coordenador da Academia de Criatividade da FLAG.

Pelas marcas teremos a presença de Inês Condeço, Diretora de Marketing da FNAC e de Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor.

Já as agências estarão representadas por Edson Atahyde, CEO e CCO da FCB Lisboa e por Pedro Graça, CEO da Havas. Por fim, a Accenture Interactive estará representada pelo seu quadro internacional José António Gonçalves, que atualmente é o Experience Architect Lead da rede.

Gostávamos muito de contar com a presença dos estudantes de comunicação do nosso país, sendo que consideramos que este evento é uma oportunidade de formação e de estabelecer uma rede de contactos com as empresas da nossa área.

Texto enviado pela organização do evento

Arquivo, testemunho e profanação – Conferência por Pedro Lapa

Quarta-feira, 13 de dezembro | 18h00 | Auditório do Museu.
Entrada gratuita, sujeita ao número de lugares disponíveis.

Desde 2005 que Carla Filipe começou a construir um arquivo sobre os caminhos de ferro que serviu de base ao seu trabalho.

Com a exposição da cauda à cabeça, 2014, os seus arquivos e outros, que convoca ou pede emprestados, são reunidos por um meio sobre o qual a artista também trabalha a própria exposição.

Estes arquivos não operam uma determinação da sua discursividade, muito pelo contrário. Ela imiscui-se nos seus interstícios para suscitar interrogações sobre as suas ausências. Os seus arquivos são deste modo submetidos a contínuas interrogações, pelo que não espanta que muitos documentos retornem no curso dos diversos trabalhos e que estes se construam como redes que se sobrepõem com sucessivas reatualizações e considerações sobre si mesmos.

É sobre a memória recente de uma exposição sobre muitas memórias que esta conferência se debruça.

Pedro Lapa é professor auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi diretor artístico do Museu Coleção Berardo entre 2011 e 2017 e, anteriormente, do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

É autor de muitas publicações no domínio da arte moderna e contemporânea, de entre as mais recentes destacam-se Joaquim Rodrigo – a contínua reinvenção da pintura, 2016; História e Interregnum. Três obras de Stan Douglas, 2015.

Apresentada no âmbito do VII Ciclo de Conferências Internacionais sobre Arte, História e Pensamento, organizado pela Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias de Informação da Univ. Lusófona, em conjunto com o Museu Coleção Berardo.