Conferência – Júlio Alves – Objectos Catalisadores No Cinema De Pedro Costa

Quarta-feira |29 MAI – 18H | Auditório Museu Coleção Berardo
Objectos Catalisadores No Cinema De Pedro Costa

Júlio Alves (Lisboa, 1971)

Desde muito novo começou a trabalhar em cinema. Foi assistente de produção ou de realização em diversas produções cinematográficas de países como Portugal, França e Espanha. Destaca-se “Afirma Pereira” de Roberto Faenza com Marcello Mastroianni.

A sua filmografia conta com 13 títulos de géneros e durações diferentes. Todos os seus filmes foram exibidos em festivais nacionais e internacionais. Realizou filmes publicitários para as principais marcas nacionais e internacionais em diferentes mercados europeus. Atualmente encontra-se a finalizar o doutoramento em Ciências da Comunicação, da Universidade Lusófona de Lisboa com a tese “Cinema e Objetos” Da tese fazem parte três filmes: Objetos Entre Nós, Casa Encantada e Sacavém.

ECATI TALKS

Começam amanhã, 10 de abril, às 11.30, as ECATI TALKS, um formato inovador na academia portuguesa.

A Lusófona, sob coordenação de Américo Mateus, Diretor do DELLI RESEARCH HAUS, organiza conversas abertas com especialistas nacionais e internacionais, que pretendem analisar novas perspetivas sobre a criatividade.

Tim Holmes, da Cardiff University, é o primeiro convidado.

O especialista europeu em Estudos de Revista está a ultimar o Handbook of Magazine Studies e é o fundador do ciclo de conferências “Mapping the Magazine” que entra na 6ª edição em 2020, na Lusófona, que aceitou o convite para organizar esta iniciativa internacional que tem o apoio da ECATI, do CICANT e do HEI LAB.

Conferência – Catarina Patrício | O Mágico, o Universalizável e o Possível: Sobre a Estética e a Imaginação em Simondon. | 10 Abr. | 18h | MCB

Catarina Patrício desenvolve a sua atividade entre a prática artística, o ensino e a investigação científica.

Investigadora em pós-doutoramento com bolsa individual da Fundação para a Ciência e Tecnologia no CECL-CIC. Digital-ICNOVA, e doutorada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa também com bolsa FCT (2014), Patrício é desde 2010 professora de Antropologia do Espaço no departamento de Arquitetura e Urbanismo da ECATI da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Mestre em Antropologia dos Movimentos Sociais pela FCSH-UNL (2008), Catarina Patrício é formada em Pintura pela Faculdade de Belas‑Artes da Universidade de Lisboa (2003) e estudou Fotografia na Fachhochschule Bielefeld (2000). Publica e expõe regularmente.

Resumo

Uma floresta petrifica-se em cristais intensamente coloridos e brilhantes como estrelas, vitrificando em ávida volição as criaturas vivas, o correr do rio, a vegetação e a fuselagem das embarcações.

Suspendeu-se o modo de existência das coisas para se fundar um ciclo inteiramente novo de relações – é este o “Mundo de Cristal”, romance de 1966 de J.D. Ballard, que nos servirá de condutor numa leitura à questão da estética e da imaginação em Gilbert Simondon: a imaginação que, não se desdobrando no fictício, indicia uma verdadeira atividade de realização enquanto pura possibilidade; e o pensamento estético, análogo ao pensamento mágico (e cósmico), como caminho universalizável não exclusivo da obra de arte.

Se uma predisposição para a técnica libertou a figura humana da natureza-fundo, consubstanciando a ruptura com a unidade primitiva, será agora uma realização técnica reticular que se coloca como desafio planetário de possibilidade de uma unidade futura.