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Explicitus est Liber. Auto-representações marginais da contemporaneidade – Lorena Amorós no VI Ciclo de Conferências Internacionais ECATI/MCB

Lorena Amorós
Conferencista
Quinta-feira, 09 de junho, às 18h no Auditório do Museu Coleção Berardo

Entrada Livre

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Resumo da Conferência

Na actualidade produziu-se uma ampliação do campo visual, muito para lá da apoteose barroca do olhar que prognosticou Walter Benjamin, ou do triunfo do simulacro que defendem pensadores como Jean Baudrillard.

A difusão dos mass-media propiciou uma rejeição dos lugares fechados de pensamento e proporcionou, no seu lugar, o surgimento de um conhecimento que começa a difundir-se fora dos canais especializados da arte. Consciente desta cena contemporânea, na minha intervenção deter-me-ei na imagem auto-referencial vinculada com a vontade de autodestruição a partir de diferentes perspectivas artísticas.

O desenvolvimento desta perspectiva sobre a identidade está orientado para a defesa da minha hipótese de partida: atestar como a experiência limite pode ser um dispositivo activo e gerador de conhecimento, vinculado à procura de identidade e da auto-reafirmação do sujeito.

Bio da conferencista

Lorena Amorós Blasco (Alicante, 1974) é Doutora em Belas Artes pela Universidade Politécnica de Valência (2004).

Foi galardoada com o I prémio de Tese Doutoral pelo Instituto de Cultura Juan Gil-Albert de Alicante.

Actualmente, é professora e investigadora na Universidade de Murcia onde, desde 2005, lecciona nos cursos de licenciatura e no mestrado de “Producción y Gestión Artística”.

Coordenou vários seminários, nomeadamente: “Ceci est mon corps… Ceci est monlogiciel: Orlan y la experiencia de la carne”, no centro de Documentação de Estudos Avançados de Arte Contemporânea CENDEAC, (Murcia, 2006); “La experiencia de la representación: Concepto poliédrico de la identidad en la práctica artística contemporánea”, na UPV de Valencia (2009).

Tem integrado vários projectos de investigação, nomeadamente: “Políticas de Identidad en el imaginario artístico contemporáneo”, Fundação Séneca (2009).

O seu trabalho, ligado à prática artística e à teoria estética centrou-se em mostrar outras vias de reflexão em torno do vínculo existente entre auto-representação e auto-destruição, partindo de uma visão multidisciplinar e contemporânea. É autora do livro “Abismos de la mirada.

La experiencia límite en el autorretrato último” (Cendeac, Murcia, 2005) e de diversos artigos científicos, onde se destaca: “Ante la bofetada de lo real” (Occidente, 2006).

O seu trabalho como artista marcou presença em várias exposições, nomeadamente: “Reliquias des-entrañables”, MUBAM, 2010; “Mi familia es un tesoro, Fundación José García Jiménez”, Murcia, 2010; “Cartografías de la creatividad”, España; República Dominicana y Cuba, 2010-2011.

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