11ª Conferência Comunicação e Jornalismo

 

Clickbait e algoritmos: que futuro para o jornalismo?

 

3 de dezembro – 10.00

Universidade Lusófona

Auditório Agostinho da Silva

 

“Quantas visualizações tem o meu artigo?” Para alguns jornalistas portugueses a resposta a esta pergunta talvez não seja (ainda) uma preocupação, mas na histórica revista americana Newsweek, por exemplo, determina salários e probabilidade de manutenção do posto de trabalho.

Como (sobre)vivem os jornalistas na era do clickbait e dos algoritmos? Sabem domá-los e usam-nos de forma a fazer chegar a mais pessoas os temas que verdadeiramente interessam para uma cidadania informada? Ou trabalham em função das necessidades impostas por métricas que nada percebem de ética, deontologia ou práticas jornalísticas?

Na 11ª Conferência Comunicação e Jornalismo vamos fazer um balanço destas e de outras questões que, por serem incontornáveis para o futuro do Jornalismo, urgem ser debatidas. Para isso, contamos com jornalistas de diferentes idades e experiências: António Marujo (7margens), Leonardo Ralha (Jornal Económico) e Teresa Abecasis (Público).

Teremos connosco, também, a jornalista Joana Beleza, coordenadora da área do multimédia do Expresso, que, pelas funções que desempenha, gere responsabilidades acrescidas todos os dias. Por fim, à Lusófona virá Flávio Martins, cofundador do revisionista.pt, um projeto que permite visualizar as alterações realizadas em artigos online, mesmo quando estas não são assinaladas, ou seja, lança luz pelos caminhos percorridos pelos jornalistas na correria da notícia ao segundo.

A entrada é livre.

 

Participantes:

António Marujo

Jornalista

7Margens (setemargens.com)

 

Flávio Martins

Cofundador do revisionista.pt

Head of Data Science no Value for Health CoLab

 

Joana Beleza

Jornalista e Coordenadora da Área do Multimédia

Expresso

 

Leonardo Ralha

Jornalista

Jornal Económico

 

Teresa Abecasis

Jornalista

Público

 

Moderação: Carla Rodrigues Cardoso

Universidade Lusófona

 

 

Conferência – Câmara e Espírito

No âmbito do IX Ciclo de Conferências internacionais ECATI/MCB, conferência com Edmundo Cordeiro, com o título ‘Câmara e Espírito’.

 

Edmundo Cordeiro

Lecciona teoria e estética do cinema na Universidade Lusófona, em Lisboa. Publicou os livros «Actos de Cinema», «Pedro Costa e Pierre Perrault» e «Géneros Cinematográficos», realizou o filme «Todas as Cartas de Rimbaud» e foi argumentista dos filmes «Na Escola», «O Rebocador» e «Amor Amor».

Resumo

Carl Th. Dreyer disse que quis criar, em «Vampyr», um «sonho acordado», e também disse que quis mostrar «que o horror não faz parte das coisas à nossa volta, mas do nosso inconsciente». Como é que Dreyer fez isso que quis criar e isso que quis mostrar? Fê-lo a partir de um certa consciência do papel da câmara. Em simultâneo com a projecção em contínuo do filme, faremos um levantamento dos seus modos.


 

Conferência – Constelações : Uma Coreografia e Gestos Mínimos

Quinta-feira |31 OUT – 18H | Auditório Museu Coleção Berardo

Constelações : Uma Coreografia e Gestos Mínimos

Conferência com Ana Rito e Hugo Barata

Ana Rito

É artista visual, curadora, investigadora e professora. Doutorada em Belas Artes pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, na especialidade de Instalação. Atualmente leciona nos Cursos de Mestrado em Estudos Curatoriais e de Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. O seu domínio de especialização centra-se nas práticas transmedia, a performatividade da imagem movente e as dinâmicas do espectador. Dos seus projectos curatoriais destacam-se a exposição SHE IS A FEMME FATALE, Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Museu Colecção Berardo (2009); OBSERVADORES – Revelações, Trânsitos e Distâncias, Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Museu Colecção Berardo (2011); CURATING THE DOMESTIC – Images@home, Trienal de Arquitectura de Lisboa (2013); A IMAGEM INCORPORADA/THE EMBODIED VISION – Performance para a câmara, Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (2014); Arquivo e Democracia, de José Maçãs de Carvalho, MAAT (2017) e CONSTELAÇÕES: uma coreografia de gestos mínimos (2019-2022).

Hugo Barata
É artista visual, curador independente, investigador, professor e mediador cultural. Licenciado em Pintura (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa). Está representado em diversas colecções privadas e públicas, em Portugal e no estrangeiro. Tem realizado projectos de curadoria independente desde 2002. Doutorando em Arte dos Media, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Colabora na área da educação/mediação cultural com o Museu Coleção Berardo, a Fundação Calouste Gulbenkian e o MAAT – Museu de Arte e Tecnologia, no desenvolvimento de diversas estratégias e projectos de intervenção artística. Participa no Projeto 10×10, do Programa Descobrir/Fundação Calouste Gulbenkian, no projeto DESCOLA (EGEAC/DMC) e no Curso de Curadoria para a Infância e da Infância para Todos (Museu Berardo), concebendo e administrando diferentes acções de formação. Trabalha com público NEE (Necessidades Educativas Especiais) na Fundação Calouste Gulbenkian.

Resumo

Walter Benjamin, e depois sob sua influência Theodor Adorno, foi um dos primeiros autores a esboçar uma epistemologia da constelação no início do século XX. De certo modo, a obra de arte pode ser encarada como um seu modelo empírico. A vontade e a intenção de tudo coligir exige uma transgressão política que afeta consequentemente valores de significado e de verdade, constituindo um espaço entre a constelação e o olhar do ser humano, no qual encontramos discursivamente a possibilidade de uma teoria da construção. A constelação é um modo específico e um momento de interminável mediação dialética, que é simplesmente o padrão de relacionamentos com aquilo a que apelidamos de Real.
O objectivo da exposição Constelações II: uma coreografia de gestos mínimos, a par do seu primeiro momento inaugurado em maio, é trabalhar a Coleção Berardo – Arte Moderna e Contemporânea como um território horizontal para a curadoria investigativa, investigação esta na qual surgem “cortes” verticais, incisões na sua estabilização permanente, encetando relações mais ou menos aproximadas no tempo e no espaço. Adotando uma postura anacrónica que mergulha subtilmente nos diferentes núcleos, tenta-se olhar e ativar os distintos tempos históricos através da sua influência nas produções artísticas contemporâneas.

Rotas de Leitura: Ler os Media

29 de Outubro – Biblioteca Municipal José Saramago (Loures)

Com este Encontro pretende-se debater a importância da Literacia para os Media em tempo de pós-verdade, de informação falsa e de desinformação e o papel das instituições e dos agentes educativos na capacitação dos estudantes para usar, ler e analisar criticamente os media e produzir mensagens e conteúdos mediáticos. A atenção aos media, ao modo como os usamos, ao que fazemos com eles, ao que representam, ao que comunicam e como comunicamos através deles, são aspetos centrais de um processo de educação para os media. Nesta Encontro discutiremos como o desenvolvimento de tais competências é fundamental para o exercício esclarecido da cidadania  em sociedades cada vez mais mediatizadas.

Organização – Câmara Municipal de Loures

Rotas de Leitura – Ficha de inscrição

Download do Flyer com programa

[Texto enviado pela organização do evento]