Literacias cívicas e críticas: refletir e praticar

Novo livro coordenado pela investigadora do Cicant,  Maria José Brites:

Este livro centra-se na ligação entre jornalismo e a democracia, e na forma como se cruzam com as literacias críticas. Estas são impossíveis de considerar sem o crescente interesse científico e social em relação ao discurso do ódio e à desinformação, numa sociedade em que o transmedia storytelling aponta para o imperativo de saber reconhecer, usar e operar multiplataformas. As literacias críticas, além de contemplarem o acesso, análise e produção nos média, incluem igualmente olhares sobre relações de poder.  
 
mais info:

Aula aberta com o escritor JONATHAN COE

JONATHAN COE
AULA ABERTA | 26.11 às 18h30
Universidade Lusófona de Lisboa | Auditório José Araújo
Edifício da Biblioteca Victor de Sá | Campo Grande, 380 – B
No âmbito da sua estada nas Residências Internacionais de Escrita Fundação D. Luís I, o escritor JONATHAN COE dará uma Aula Aberta, amanhã, terça-feira, dia 26 de novembro, a partir das 18h30, no Auditório José Araújo, da Universidade Lusófona de Lisboa.

ENTRADA LIVRE
INSCRIÇÕES AQUI

organização é da Fundação D. Luís I, com o apoio da Pós-Graduação em Escrita de Ficção da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Sobre Jonathan Coe:

O romancista inglês está a residir e a trabalhar em Cascais até ao início de dezembro, no âmbito do programa Residências Internacionais de Escrita Fundação Dom Luís I, coordenado por Filipa Melo.

A estada em terras lusas inclui esta aula aberta ao público, entre outras iniciativas, nomeadamente de divulgação do seu mais recente romance, Coração de Inglaterra, recém-publicado em Portugal pela Porto Editora e vencedor deste ano do importante Prémio do Livro Europeu, atribuído pelo Parlamento Europeu..

O romance, que retrata o momento difícil por que passa a Grã-Bretanha, evoca, através de uma prosa clara e muito divertida, oito anos turbulentos da vida britânica e o seu reflexo na vida das personagens de Coe – e dos que os rodeiam. Apelidado de “romance magistral”, capaz de fornecer uma “radiografia do Reino Unido atual”, por Le Figaro, e dito como sendo “muito divertido” pelo jornal The Guardian, este é um “romance tracional passado nos nossos tempos muito inconvencionais” (como lhe chamou The New York Times).
Jonathan Coe nasceu em Birmingham, em 1961. Estudou no Trinity College, em Cambridge, tendo-se doutorado na Warwick University. Ensinou Poesia Inglesa nessa mesma universidade e trabalhou depois como músico profissional, compondo jazz e músicas de cabaré. Trabalhou também como revisor de textos legais, antes de se tornar escritor e jornalista freelancer. Além de A Vida Privada de Maxwell Sim (nomeado para o International IMPAC Dublin Literary Award 2012), em Portugal estão publicados os romances Os Anões da MorteQue Grande Banquete! (John Llewellyn Rhys Prize 1995 e Prémio do Melhor Livro Estrangeiro de 1996 em França), A Casa do Sono (Writers’ Guild Best Fiction Award 1997, Prémio Médicis Étranger 1998 e I Prémio Europeu dos Jovens Leitores), Rotters’ Club (Bollinger Everyman Wodehouse Prize 2001), O Círculo Fechado (finalista do International IMPAC Dublin Literary Award 2006) e A Chuva Antes de Cair. Em 2004, Jonathan Coe foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras em França. Jonathan Coe vive em Birmingham.
O programa de Residências Internacionais de Escrita Fundação Dom Luís I foi inaugurado com Olivier Rolin, em outubro de 2018, tendo-se seguido a passagem do nova-iorquino Michael Cunningham. Cabe agora a Jonathan Coe ter morada em Cascais, no âmbito das primeiras residências literárias internacionais, de caráter regular, em Portugal. Igualmente programadas estão as residências de Javier Cercas (abril a junho de 2020) e de Germano Almeida, romancista caboverdiano Prémio Camões 2018.

 

11ª Conferência Comunicação e Jornalismo

 

Clickbait e algoritmos: que futuro para o jornalismo?

 

3 de dezembro – 10.00

Universidade Lusófona

Auditório Agostinho da Silva

 

“Quantas visualizações tem o meu artigo?” Para alguns jornalistas portugueses a resposta a esta pergunta talvez não seja (ainda) uma preocupação, mas na histórica revista americana Newsweek, por exemplo, determina salários e probabilidade de manutenção do posto de trabalho.

Como (sobre)vivem os jornalistas na era do clickbait e dos algoritmos? Sabem domá-los e usam-nos de forma a fazer chegar a mais pessoas os temas que verdadeiramente interessam para uma cidadania informada? Ou trabalham em função das necessidades impostas por métricas que nada percebem de ética, deontologia ou práticas jornalísticas?

Na 11ª Conferência Comunicação e Jornalismo vamos fazer um balanço destas e de outras questões que, por serem incontornáveis para o futuro do Jornalismo, urgem ser debatidas. Para isso, contamos com jornalistas de diferentes idades e experiências: António Marujo (7margens), Leonardo Ralha (Jornal Económico) e Teresa Abecasis (Público).

Teremos connosco, também, a jornalista Joana Beleza, coordenadora da área do multimédia do Expresso, que, pelas funções que desempenha, gere responsabilidades acrescidas todos os dias. Por fim, à Lusófona virá Flávio Martins, cofundador do revisionista.pt, um projeto que permite visualizar as alterações realizadas em artigos online, mesmo quando estas não são assinaladas, ou seja, lança luz pelos caminhos percorridos pelos jornalistas na correria da notícia ao segundo.

A entrada é livre.

 

Participantes:

António Marujo

Jornalista

7Margens (setemargens.com)

 

Flávio Martins

Cofundador do revisionista.pt

Head of Data Science no Value for Health CoLab

 

Joana Beleza

Jornalista e Coordenadora da Área do Multimédia

Expresso

 

Leonardo Ralha

Jornalista

Jornal Económico

 

Teresa Abecasis

Jornalista

Público

 

Moderação: Carla Rodrigues Cardoso

Universidade Lusófona