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Comunidades são o segredo do marketing digital

O segundo dia da Semana da Comunicação, terça-feira, deu espaço à reflexão sobre a área do marketing digital. No painel que abriu a segunda manhã do evento, André Alves, professor e especialista em marketing, abriu a sessão com uma perspetiva histórica, lembrando que a comunicação migrou da unidirecionalidade da televisão e rádio para um ecossistema digital onde o consumidor passa a “ter voz”. Segundo o especialista, vivemos o fim da era das massas. "As marcas deixaram de procurar apenas grandes números. Hoje, o valor reside em comunidades pequenas, mas profundamente envolvidas", explicou. O professor insistiu na importância de desmistificar métricas tradicionais, afirmando que "seguidores não garantem vendas e os gostos servem de pouco" se não houver uma base de confiança sólida entre quem comunica e quem recebe a mensagem.
Andreia Ventura, especialista em branded content, abordou a complexidade técnica das plataformas, com a mudança nos algoritmos atuais, cujo foco passa do "seguidor" ao "interesse". Esta alteração permite que criadores alcancem novos públicos, mas exige um cuidado redobrado com a essência da mensagem. "As pessoas vêm primeiro, depois o conteúdo e só depois o formato", reforçou.
Do lado de quem cria conteúdos, Gonçalo Roque destacou que a influência real é um "jogo de longo prazo". Com um discurso confiante, o influenciador digital garante que o segredo é “a consistência, identidade e autenticidade”. Mas não deixou de expor também questões como a vulnerabilidade da profissão e a pressão psicológica que sente. “Há uma pressão imposta pelo algoritmo e pela instabilidade financeira”, que se torna obstáculo para quem vive da atividade, conclui.
Bruna Teixeira, Flávia Vidal, Matilde Gomes e Rita Martins