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“O futebol é como um hipermercado” 

À questão “o que é o futebol hoje?”, Pedro Lopo, Presidente do FC Estrela da Amadora respondeu: “O futebol é uma indústria que evoluiu muito. Vejo o futebol como um hipermercado. Os colaboradores são os clubes mais pequenos e o consumidor são as competições grandes. Temos 11 prateleiras para colocar os nossos jogadores à venda e temos que ir repondo o stock.”  Foi desta forma que arrancou o debate Futebol: Vocação, Competição e Integração, no primeiro dia da Semana da Comunicação da Universidade Lusófona.  

O tema da internacionalização e da gestão financeira dos clubes de futebol portugueses dominou a sessão e abriu um espaço de discordância entre o presidente do FC Estrela da Amadora e o jornalista, Joaquim Rita. “É uma questão de crescermos ou sermos engolidos”, defendeu Paulo Lopo.  

Sobre a escassez de jogadores portugueses nas equipas nacionais, Paulo Lopo frisou ainda que considera grave “não permitir que os clubes, como o Estrela da Amadora, comprem jogadores portugueses. As equipas B prejudicam os clubes mais pequenos”. E acrescenta: “as equipas B tiram o lugar a equipas mais pequenas na Liga 2, que podiam crescer e estar no futebol competitivo”.

Joaquim Rita discorda da visão e reitera: “Entre o Estrela da Amadora e um clube da 2ª divisão que quer evoluir, não existe muita diferença”.

O debate foi rico em questões e na troca de opiniões entre a plateia e o painel de oradores, evidenciando o peso da comunicação desportiva e do futebol para os estudantes do DCC.

Ana Beatriz Silva, Ana Margarida Sousa e Luana Fonseca