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O futuro da criatividade na Era da Inteligência Artificial

João Santos Pereira, diretor-executivo da Faculdade de Medicina da Universidade Católica, encerrou a 13.ª Semana da Comunicação com uma palestra sobre a interseção entre Inteligência Artificial, criatividade, comunicação e inovação. “A criatividade humana nunca foi tão necessária”, defendeu João Santos Pereira, tendo em conta a evolução da Inteligência Artificial (IA). A relação entre criatividade e inteligência ocupou grande parte da sessão “Criatividade Natural e Artificial: Riscos e Oportunidades de um Futuro que Já Chegou”, realizada na sexta-feira, 24, no âmbito da 13.ª Semana da Comunicação.
João Santos Pereira, autor do livro Building Creative Machines, realçou a importância do cérebro humano: “O cérebro ainda consegue compreender e criar coisas verdadeiramente inéditas.” O diretor-executivo da Faculdade de Medicina da Universidade Católica alertou para o facto de aprender a trabalhar com a IA exigir trabalho, disciplina e discernimento.
O convidado destacou a possibilidade de expansão da convivência entre humanos e máquinas de Inteligência Artificial: “É necessário compreender e ter capacidade de julgamento perante o que se está a passar e o que será o futuro”.
João Santos Pereira explicou que a inteligência é um conceito pouco definido e matemático, enquanto a criatividade é uma espécie de conversa, que implica a capacidade de criar.
Surgiram, ainda, algumas perguntas do público, no final da sessão, sobre a maneira certa de utilizar IA, como devemos ser críticos e se profissões da área da comunicação irão desaparecer.
O engenheiro encerrou a sessão afirmando que todas as tarefas repetitivas irão ser atribuídas à IA. E fez um apelo às novas gerações para que sejam capazes de fazer a diferença, com habilidade para distinguir o que é, ou não, Inteligência Artificial.
Luana Resendes